Nasci em Coimbra no ano de 1979. O momento da verdade. Filho de uma geração que soube lutar e sofrer, que conseguiu procurar uma vida melhor. Os verdadeiros pais do Portugal de hoje.
Foram poucas as semanas que estive na minha cidade natal e logo fui desabrochando para a vida em outros locais. Alenquer, Lisboa, Portalegre, Castro D´Aire, Lamego e finalmente Matosinhos. Estes foram os caminhos por onde me levaram na minha meninice. Que chatice conhecer o meu país desta forma tão real. Assim senti Portugal e depressa me identifiquei com o sentimento de viagem. Estar aqui, ali, além e na outra margem. Partir à descoberta. Fui um adolescente que cresceu de porta aberta preparado para conhecer o desconhecido. Nunca me confrontei com um destino aborrecido pelo contrário. Fui um visionário na arte de desvendar.
Na infância fui criança como todos os outros, rasguei joelhos, ganhei combates de boxe, rachei cabeças e sonhei. Sonhei sempre. Acreditei que podia construir um mundo diferente e assim partilhei o melhor de mim.
Em Matosinhos cursei a adolescência e a faculdade. Aprendi o sentido da saudade quando ainda me recorda das tardes de namoro e videojogos.
Sempre escrevi contra tudo, todos e sobretudo contra o sistema. Eu sou do tempo em que nos diziam que tudo seria assim e para sempre. Aqueles que estavam lá em cima lá em cima continuariam. Eu sou do tempo em que as coisas eram garantidas. Os carros, as casas, os empréstimos e a credibilidade. Depois descobri que não é bem assim.
Nunca olhei àquilo que me diziam, às vozes que me mandava para trás, para deixar de escrever, para abandonar a música e os sonhos.
Sempre vivi acordado, bem acordado, tão acordado e cúmplice com a responsabilidade de continuar a sonhar. Assim aconteceu. Sonhei, escrevi, trabalhei nos intervalos, e segui em frente. Não sei o que fiz mais: se sonhei ou escrevi.
Ainda me lembro das viagens de comboio que faziam para Lisboa. Eram horas de escrita. Acasos de quem se sentava ao lado, estranhos com quem discutia três horas de literatura e filosofia.
Talvez tenha sido por essa altura que descobri que eu era aquilo. Curioso. Envolvi-me em milhares de projetos e todos faliram por falta de amor. O que nunca quebrou foi a escrita, e porquê? Porque sempre a amei. Quando se ama nunca se larga, nunca se deixa, sempre se cuida.
Eu cuidei e trouxe-a comigo para Lisboa quando em 2009 me mudei para a capital.
Vim atrás do sonho que sonhei e foi em Lisboa que encontrei a resposta.
Editei o meu primeiro livro, “NOS”, em 2012, enquanto me envolvia nas redes sociais. Foi a descoberta total. Um mundo novo cheio de oportunidades.
Dediquei-me, escrevi, voltei a escrever e partilhei. Dei de mim até não poder mais. Dei, dei e dei. Encontrei o meu púbico. A minha gente. Gente que sente aquilo que escrevo.
Hoje olho para trás como o primeiro degrau de uma escada que não quero parar de subir, uma viagem que faço para conseguir não somente conhecer o mundo mas sobretudo a mim.

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