junho 1, 2020
Floyd, a memória e o carrasco.

Existe uma profunda diferença entre justiça e vingança, entre a procura da paz pelo equilíbrio e a obtenção do silêncio pela força dos atos. 

George Floyd merece justiça não vingança. 

A sua morte deve ser recordada e gravada na história e não ofuscada pelos desacatos violentos. 

George Floyd é digno de uma parada e não da demonstração de hostilidades a que temos assistido. A dura mensagem que nos deixa não pode ser contaminada com saques a lojas. 

A sua memória encontrará paz quando os autores do seu assassinato forem levados a tribunal, julgados e condenados como exemplos do mal. Os seus carrascos são homens abomináveis, criminosos, sem cor ou coração, doentes de alma perturbada. Fantoches ignorantes, embrutecidos pelo ódio das palavras daqueles que puxam cordelinhos. Soldadinhos que servem generais demoníacos. 

É urgente proteger a nossa gente, urge acudir à nossa polícia e defender o povo contra a malícia de quem mente. Combater quem provoca e usa estes acontecimentos como motor de uma causa que serve só alguns. 

Floyd não foi arrancado à vida pelas mãos de um polícia, foi atacado por um homem comum que não representa as forças de autoridade embora use o distintivo. 

Equipar à polícia não é a mesma coisa que vestir a farda de agente de autoridade. 

É diferente. Uma andorinha não faz a primavera nem se pode julgar a parte pelo todo. 

Por acreditar nisto acredito ser agora, esta é a hora da população se unir à polícia, de darem as mãos contra os promotores do ódio, contra os que equipam roupas de instituições que não sabem representar. 

É hora de defender os homens de bem contra os maus, sejam eles, pseudo-polícias, pseudo-políticos, bandidos ou criminosos. 

Não há distinção entre o policia que mata sem razão ou o criminoso que atira sem justificação. Almas assim só reconhecem uma cor, uma lei, uma religião e um deus: o seu umbigo. 

Está na hora de desmascarar os ditadoras que dividem para reinar, que destilam ódio em cada palavra, mestres na arte de usarem as redes sociais para fundarem exércitos pessoais. Montam a cavalo, culpam sempre os outros e usam qualquer meio para chegar ao objetivo. Vestem a camisola de qualquer clube porque o que importa é entrar no estádio e golear com desordem. Porque é na desordem que sabem pilhar as mentes alheias e as almas desprotegidas. 

Atenção, os ditadores são reais. A nossa arma? O voto, a manifestação, a ação cívica e pacifica. A presença, a boa informação, a defesa da verdade, a luta contra a corrupção. 

Não distingo cor, profissão, raça, religião ou nacionalidade. Sou um cidadão indignado com o estado da nossa sociedade. Hoje ergo a voz por um Homem que vi morrer na tv, amanhã grito para defender quem ninguém vê a ser morto num qualquer bairro social. 

E sabes como se luta contra tudo isto? Com cultura, música, livros e educação. 

Somos todos humanos. Racismo? Não. Porque o racismo foi inventado por aqueles que precisam de criar diferenças onde elas não existem. SOMOS TODOS IGUAIS. O racismo só serve a quem pretende dividir para reinar, para escravizar: seja branco, vermelho, preto ou amarelo. SOMOS FILHOS DOS MESMOS PAIS.

#tristaodeandrade

#coragem

#georgefloyd 

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Imagem – Fonte NET

maio 29, 2020
Alegações finais.

Sabes? 

Um dia tudo isto vai acabar. 

O tempo vai deixar de contar para nós e aquilo que nos liga deixará de ligar. O relógio vai parar e o Universo poderá não acontecer. Mas também de que nos interessa se não estivermos a ver? 

Mandamos o mundo bugiar quando já não contar com a nossa presença. 

Porca miséria de vida a ordenar que a sentença seja a morte. 

Que sorte vulgar em nascer humano. Nasci mas nasci por engano. 

Eu sempre soube que era mais deus, um deus de um “d” dos grandes, com a magnitude de um deus do Olimpo. 

Sabes o que sinto?

Que estou a enlouquecer.

A ficar louco com os outros a ver, aqueles que se julgam capazes de lutar pelo seu próprio emprego. Aqueles que andam de chamego com a futilidade. 

Aqueles que na verdade estão enganados. 

Os pobres coitados que só sabem fazer trânsito. 

Para mim basta. 

Não me deixo mais ludibriar. 

Estou-me a borrifar para as leis da religião. Eles dizem sim e eu digo não, já lhes dei tantas oportunidades de salvarem a humanidade e nada, dois mil anos de nada, de vã esperança, de promessas e não chega ninguém. Não vem o filho da mãe que nos prometeu a salvação.

Sabes? 

Estamos sozinhos. 

Sozinhos e sem vizinhos ou gente do outro lado da linha. Somos uma advinha sem resposta. Somos a porcaria de uma aposta que já está perdida. 

Somos a morte porque nunca fomos a VIDA. 

Tristão de Andrade 

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